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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Islands - Vapours (2009)

Islands

Qual é a desse pop que não é feito para rádios e nem para a massa? Como pode ser pop se há o esforço para se complexo e demora para ser "digerido"? Seja com o The Unicorns ou com o Islands, Nick T. sempre explorou um lado pop que o próprio pop não compreende. E nem é o fator inovação que guia esta sentença da incompreensão, são as distorções das guias que o pop exige que impede que estes trabalhos se encaixem de forma confortável no termo.

Em "Vapours", os canadenses do Islands retornam de maneira incansável para esta experiência de criar dentro desta nada usual concepção de pop, porém desta vez, diferentemente do "comum" "Arm's Away" de 2008, eles resgatam com força total os sintetizadores tão presentes no "Return to the Sea", álbum de estreia da banda, e também resgatam deste álbum J'aime Tambeur, integrante original da banda e do falecido Unicorns, que tinha abandonado o conjunto em seu segundo álbum. De onde nenhum resgate parece ter sido feito foi, realmente, do segundo trabalho da banda. Aquela facilidade das canções, as orquestrações, os climas épicos... tudo isso ficou de fora.

Apostando naquelas que seriam versões distorcidas do que se entende hoje por músicas radiofônicas, o Islands traz um álbum cheio de ótimos momentos mas, também, repleto de opções curiosas e objetivas. O quanto isso pode ser complexo? Meça.


Tomar a alegre "Vapours" e a auto-tuneada "Heartbeat" como exemplo de canções que representam o álbum, é uma farsa. Canções que funcionam bem e sozinhas, porém quase únicas, nada se assemelham ao restante das faixas que utilizam de repetições em baterias eletrônicas para criar os ritmos por onde caminharão as melodias bem-dispostas de Nick T.. Dentro deste cenário, há espaço para "No You Don't" e para a dançante "Devout" se destacarem. Mais elaboradas, a sequência "Disarming The Car Bomb", "Tender Torture" e "Shining" seguram muito bem a onda durante a passagem do lado A para o lado B. Após isso, a arrastada "On Foreigner" vem com uma levada muito parecida com o tema de "Edward Mãos de Tesoura" para de relembrar que esse não se trata de um álbum com canções usuais.

É exatamente por procurar uma diferenciação e por não querer apostas no mesmo, que o Islands tem seu certo prestígio no universo de quem sempre procura por novas sonoridades e por diferentes maneiras de se fazer música. "Vapours" é sobre ser pop e também extremamente esquisito. Como se aquele sujeito estranho do seu trabalho (ou da sua escola), se tornasse o cara mais popular do circuito. Qual é mesmo a desse pop?

Extravagante e certeiro, esse é o seu amigo Nick T.

Islands - Vapours (2009)
Islands - Vapours (2009)
01 - Switched On
02 - No You Don't
03 - Vapours
04 - Devout
05 - Disarming The Car Bomb
06 - Tender Torture
07 - Shining
08 - On Foreigner
09 - Heartbeat
10 - The Drums
11 - EOL
12 - Everything Is Under Control
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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Young Galaxy - Invisible Republic (2009)

Young Galaxy

Ainda é no DreamPop que o Young Galaxy melhor se adapta, onde se desenvolve melhor e onde agrada. "Invisible Republic" é cheio destes ótimos momentos, que trazem a lembrança da também ótima estreia da banda mas, momentos que beiram o constrangimento, quase botam tudo a perder.

Um single mal escolhido, uma primeira faixa (e uma sexta também, vai) com um certo exagero em influências oitentistas, quase me impediu de continuar a audição do álbum e, assim, de conhecer belas canções de melodias e atmosfera adoráveis.

Foi a confiança nos canadenses que me fez fincar o pé na tal república invisível e que, ao fim, me tornou um grande "nacionalista", ainda que haja inseguranças quanto a algumas decisões desse governo atual.


Não se espante com a faixa que abre o álbum. Possivelmente, você pode gostar mas, se isso não acontecer, espere pelas próximas. São momentos como "Oh Sister", "Destroyer", "Pathos" e, principalmente, "Dreams, pra mim a canção mais bonita já feita por eles, que faz todo álbum valer a pena e, por isso, não poderia deixar esse lançamento passar em branco.

Ainda que tenha sido "Long Live The Fallen World", a "temida" primeira faixa, escolhida pra ser o single que lançaria o álbum, não me desanimou. O álbum de estreia da banda era muito interessante para o novo ser descartado por uma única música. Realmente, não foi a única que me fez estranhar o álbum como um todo, "Disposable Times" e "Smoke And Mirror Show" ainda não me desceram bem também. Agora, ouça "Light Years" e "Firestruck", onde Catherine McCandless, com um timbre doce, atinge o auge do seu potencial vocal, para entender porque três canções não foram o suficiente para derrubar outras sete.

Em "Invisible Republic", como numa república mesmo, há certos peixes podres que não fizeram por merecer os cargos que representam. E, certamente, terá uma certa parcela do povo que rejeitará os governantes e essas novas escolhas. Pra mim, o único erro foi transformar em república aquilo que era monarquia, onde reis estavam no topo. Mas, ainda assim, essa nova forma governo, nos trouxe ótimos momentos também.

Young Galaxy - Invisible Republic (2009)
Young Galaxy - Invisible Republic (2009)
01 - Long Live The Fallen World
02 - Oh Sister
03 - Destroyer
04 - Pathos
05 - Light Years
06 - Disposable Times
07 - Dreams
08 - Queen Drum
09 - Smoke And Mirror Show
10 - Firestruck
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segunda-feira, 15 de junho de 2009

The Most Serene Republic - ...And the Ever Expanding Universe (2009)

The Most Serene Republic

Uma confusão sonora adorável. Essa foi a impressão ao ouvir "Underwater Cinematographer", debute do The Most Serene Republic em 2005. Foi assim que apresentei a outras pessoas. Aquelas faixas cheias de elementos sintetizados, pianos, guitarras, baixo e bateria tudo em perfeita harmonia, ou não. Não era bem a harmonia que faziam todas aquelas sonoridades formar canções tão adoráveis, era a intensidade de cada canção que dava a força para o conjunto canadense.

Quatro anos e um segundo álbum se passaram e o The Most Serene Republic volta com "...And the Ever Expanding Universe", terceiro álbum pelo selo Arts & Crafts. A intensidade ainda persiste e a juventude se faz novamente presente, após um mais maduro trabalho com "Population", segundo álbum sem tanta expressão.

Se era preciso uma prova maior do que sua estreia, para comprovar que o The Most Serene Republic é uma grande banda, está aqui todas as razões para se ouvir.


A comparação com o Broken Social Scene era inevitável. Primeiro pela sonoridade realmente se assemelhar a dos compatriotas, segundo por serem lançados pelo selo dos próprios, que até então só lançava trabalhos da banda e dos integrantes isoladamente. O The Most Serene Republic foi a primeira banda fora da "família" Broken Social Scene a lançar um álbum pela Arts & Craft, porém isso trouxe um fardo para eles carregarem (fardo não tão incomodo, cá entre nós). A mistura de BSS com Flaming Lips e uma vaga lembrança de Death Cab for Cutie, não foram poucos que definiram a banda com termos como estes, e não estavam totalmente enganados.

A mistura de influências e de elementos, a disposição para correr riscos e a força para criar canções potentes foi o que apresentou o The Most Serene Republic e é o que os traz de volta ao terceiro disco. O segundo disco, logicamente, não foi um álbum ruim. Para uma banda como esta é difícil "errar a mão", porém a maturidade buscada nas canções da banda tirou uma característica forte e importante na banda: a juventude. Apesar dos flertes com jazz, as canções pareciam organizadas demais e melódicas também.

Quando organização e melodia funcionam como características negativas, é sinal que alguma coisa está errada. Mas não está não. É brincando com erros, confundindo sons, entrelaçando vozes, camadas, batidas e andamentos que "...And the Ever Expanding Universe" traz o The Most Serene Republic de volta a boa forma. E se boa forma significa uma mescla de confusão e belas canções, os canadenses não poupam esforços e fazem uma verdadeira explosão sonora cheia de momentos agradáveis.

The Most Serene Republic - ...And the Ever Expanding Universe (2009)
The Most Serene Republic - ...And the Ever Expanding Universe (2009)
01 - Bubble Reputation
02 - Heavens To Purgatory
03 - Vessels Of A Donor Look
04 - Phi
05 - The Old Forever New Things
06 - All Of One Is The Other
07 - Patternicity
08 - Four Humours
09 - Catharsis Boo
10 - Don't Hold Back, Feel A Little Longer
11 - No One Likes A Nihilist
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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Great Bloomers - Speak Of Trouble (2009)

Great Bloomers

Por vezes, o Canadá nem se parece tanto América. Digo no âmbito musical, claro. Há, em diversos músicos canadenses, toda uma forma e uma percepção única para se fazer música, que é de fascínio absoluto. A lista é longa e, na maior parte das vezes, a origem é facilmente reconhecível. Mas há também um calor no resto da América, que por vezes se ausenta nas composições destes mesmos compositores. Por um lado, a frieza auxilia para conceitos mais amplos, mas como seriam as canções canadenses com um pouco do calor "americano"? Seria o Great Bloomers.


O quinteto canadense não aposta exatamente em "folk-rock", aposta em boas melodias. Melodias que já receberam comparações até a Brian Wilson, e não é por menos. A facilidade com que a banda trabalha com altos e baixos em suas músicas, alternando ritmo e andamento, e apostando em belos clímax, é admirável. Todo o arranjo e timbre vocal funcionam em perfeita sincronia. Baseado em belos momentos de piano, as canções fluem com uma beleza única: são de fácil compreensão e são completas.

A atmosfera não é de novidade, as músicas funcionam mais como um resgate de boas influências, porém não há nada vintage por aqui. Há influências muito fortes de Beach Boys, The Band, Tom Petty e, o não tão antigo, Wilco. Mas o Great Bloomers não soa como cópia de nenhum destes, até porque, no caso, cópias soariam baratas para a grandeza de tais artistas. Os canadenses soam como uma boa novidade através do frescor de suas canções, mas a maturidade da banda não a deixa ser apenas mais uma novidade. A banda, com sua originalidade, tem preparo para âmbitos maiores.

Em seu álbum de estreia, Great Bloomers se mostra mais do que capaz e mostra uma visão pop de longo alcance. Torço para que o universo hype não atrapalhe os canadenses de terem mais visibilidade. Torço para que, músicas como essas, sempre cheguem aos meus ouvidos. E aos teus. Pois o Canadá, agora, é mais América. Mais ainda.

Great Bloomers - Speak Of Trouble (2009)
Great Bloomers - Speak Of Trouble (2009)
01 - Lobbyist
02 - The Young Ones Slept
03 - Honey Blanket
04 - Daylight
05 - This Ain't You
06 - Speak Of Trouble
07 - Admit Defeat
08 - Fever Days
09 - Last Of My Faith
10 - Dark Horse
11 - Thorn In My Side
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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Japandroids - Post-Nothing (2009)

Japandroids

Se houve um tempo em que ser um duo era algo ousado para o Rock, esse tempo já se foi há tempos. Ainda lembro de pessoas se espantarem com o White Stripes e sua formação "não convencional". Hoje uma dupla de rock se tornou algo tão popular, que o estranho são bandas com mais de 5 pessoas. Muita gente - vão dizer, mas o Broken Social Scene e o Polyphonic Spree bater 15 integrantes é algo normal. O normal agora é ter uma banda entre 5 e 2 integrantes, ou mais de 10. Definitivamente isso ainda não é tão comum pro cenário pop, mas fora dele tem revelado grandes e belas surpresas, como o Japandroids, a banda do post.


Vindos de Vancouver e com um formato guitarra/bateria, o Japandroids (nome ridículo, segundo o Pitchfork e talvez em mesmo) tem sido constantemente comparado ao No Age, e não só por sua formação, mas pela mesma predisposição musical. A grande diferença é que o canadenses olham muito mais em direção às canções pop do que os californianos. E a grande beleza da música de Brian King e David Prowse é realmente essa. Influenciados pelos inovadores The Sonics e pelos barulhentos do Mclusky (e também por sua irmã, segundo eles), conseguiram juntar a beleza do ruído com a energia ritmada e, mesmo com letra não muito profundas e até imaturas, demonstram inteligência. Quando não velozes e agressivos, são profundos e cheios de camadas, chegando a lembrar a sonoridade do My Bloody Valentine. Mas, na maior parte do tempo, a energia é solta e, o vocal divido, traz uma sensação de desespero e urgência.

O álbum Post-Nothing tem apenas 8 faixas, mas é o suficiente. Suficiente para te conquistar e apresentar uma banda e todas suas qualidades. Se mostra uma álbum muito completo e nada cru. O que não faltam são elementos extras (além da guitarra e bateria) e uma produção que realmente acertou a mão. A atmosfera é anos 90, mas o frescor é extremamente novo. E essa sensação de que não pertence a uma certa época é brilhante, você nem se preocupa em saber se um duo seria aceitável no tempo em que as músicas se situam. Nem quer saber se viria antes ou depois do White Stripes. A música te preenche tanto que lhe deixa alheio a qualquer forma ou formato.

Japandroids - Post-Nothing (2009)
Japandroids - Post-Nothing (2009)
01 - The Boys Are Leaving Town
02 - Young Hearts Spark Fire
03 - Wet Hair
04 - Rockers East Vancouver
05 - Heart Sweats
06 - Crazy_Forever
07 - Sovereignty
08 - I Quit Girls
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segunda-feira, 2 de março de 2009

The Format - Dog Problems (2006) / Hey Rosetta! - Into Your Lungs (2008) / Steel Train - Trampoline (2007)

The Format / Hey Rosetta! / Steel Train

Muito se fala de uma possível síndrome do segundo álbum, ou do grande desafio que seria fazer um segundo disco realmente competente. Dizem que isso é uma tarefa quase impossível para uma banda que lançou um primeiro disco tão aclamado. E, quase sempre, caem em cima do trabalho seguinte a um grande hype e, muitas vezes, injustamente (vide Strokes, Bloc Party, Fratellis, Jet e outros). Parece sempre ter alguém, escondido atrás de um muro, esperando que uma banda passe do seu primeiro disco para que, pimba, lhe jogue um tomate. Convenhamos que fazer isso, além de clichê, é algo muito fácil. Difícil é falar daquelas bandas que fizeram um segundo álbum fantástico, que mostraram uma evolução impressionante. E não são poucas, mas quem se interessa em falar? Falarei de três.


A dupla americana The Format lançou, em 2006, o seu segundo disco, "Dog Problems". Ele não só passaria no teste do segundo álbum, como seria o disco mais bacana do ano. Uma sequência das melhores canções pop estavam num álbum tão bonito quanto divertido, tão interessante e bem feito. Nem de perto se parecia com aquele primeiro álbum da banda, que não passava de um álbum divertido.

Estava pronta a banda mais legal da década 00 mas, infelizmente, surgia também um hiato e a banda não existiria mais (por tempo indeterminado). Uma pena.


Os canadenses do Hey Rosetta! fizeram sua estréia num álbum interessante, mas bem morno. Talvez estivessem com planos para a obra-prima que seria o "Into Your Lungs (and around in your heart and on through your blood)", seu segundo álbum, lançado em 2008.

Com músicas de arranjos interessantíssimos, fizeram um dos mais competentes álbuns do ano passado, sem dúvida. Muito pouco se falou dele, e ele nem figurou as famigeradas listas de melhores do ano, mas basta ouvir para se apaixonar.

A banda deixa claro que sempre tem muito a melhorar e prova que a música pop pode ir bem mais longe do que já foi, pois nada vai contra seus ouvidos. São climas lindos, com um vocal espetacular e melodias encantadoras. A síndrome, aqui, não deixa nenhuma mancha.


Os rapazes de Nova Jersey realmente impressionaram. Depois de um álbum cheio de incertezas, com muito folk, música latina (que às vezes lembrava Santana) e pouco caminho definido, o Steel Train lançou o "Trampoline" em 2007 e realmente o salto foi gigante, realmente parecia um salto em um trampolim. Álbum grandioso, cheio de pontos altos e construções muito inteligentes. Arranjos lindos, dignos de espetáculos em estádios. Músicas que crescem, explodem e geram sorrisos involuntários, danças involuntárias.

Ótimo para qualquer momento. Se encaixa no seu player para ouvir no seu quarto, ou para ouvir durante uma viagem. Ótimo para ouvir, basicamente, e sentir bons momentos.

Claro, nem o Steel Train, nem o Hey Rosetta! e tampouco o The Format, chegaram ao seu terceiro álbum ainda. Será que estaríamos tratando de casos de síndrome do terceiro disco? Pouco importa. Temos três maravilhosas obras na mão, a contribuição já está feita. E é isso que realmente importa dizer.

The Format - Dog Problems (2006)
The Format - Dog Problems (2006)
01 - Matches
02 - I'm Actual
03 - Time Bomb
04 - She Doesn't Get It
05 - Pick Me Up
06 - Dog Problems
07 - Oceans
08 - Dead End
09 - Snails
10 - The Compromise
11 - Inches And Failing
12 - If Work Permits
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Hey Rosetta! - Into Your Lungs (and around in your heart and on through your blood) (2008)
Hey Rosetta! - Into Your Lungs (and around in your heart and on through your blood) (2008)
01 - New Goodbye
02 - I've Been Asleep For a Long, Long Time
03 - There's an Arc
04 - Handshake the Gangster
05 - Open Arms
06 - Black Heart
07 - Red Heart
08 - We Made a Pact
09 - Tired Eyes
10 - Holy Shit (What a Relief)
11 - A Thousand Suns
12 - Psalm
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Steel Train - Trampoline (2007)
Steel Train - Trampoline (2007)
01 - I Feel Weird
02 - Black Eye
03 - Kill Monsters In The Rain
04 - Dakota
05 - Alone On the Sea
06 - Firecracker
07 - A Magazine
08 - Diamonds In the Sky
09 - Leave You Traveling
10 - I've Let You Go
11 - School Is For Losers
12 - Women I Belong To
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