terça-feira, 14 de abril de 2009

The Middle East - The Recordings Of The Middle East (2008)



A sensação:
de perder o trem;
de chegar após o "fale agora ou cale-se para sempre";
de cochilar na poltrona do cinema, logo no final do filme;
de acordar tarde demais pra se despedir de um amigo que vai fazer intercâmbio;
de sair correndo do banho e, mesmo assim, não conseguir atender o telefone a tempo.

O The Middle East lançou seu primeiro álbum (The Recordings Of The Middle East) no ano passado. Pouca gente soube, pouca gente ouviu. Mas quem pôde conferir, se impressionou (ao menos os que se pronunciaram). E aquele que seria o registro do fim de uma banda, demonstrou ser um grande álbum. Cheio de momentos grandiosos e de longas e belas canções, o oi-tchau da banda australiana tomou a frente em várias listas de melhores discos do ano que passou e, mais do que isso, tomou de supetão diversos corações e mentes.

Nem vídeo e poucas fotos. Poucos fatos também. O que se sabe é que a banda não existe mais, e que era formada por dois irmãos e seus três amigos, lá na Austrália. Mas esse "mistério", nem é o que chama tanta atenção. O rosto velho e cansado, em traços brancos no fundo negro, que ilustra a capa do disco, pode ter milhões de significados. Mas, o que faz uma ligação fantástica, é a margem para questionamentos e a atmosfera das canções, que vagam entre o sombrio e o belo, o bem-resolvido e o misterioso.

Oito longas e grandiosas músicas, repletas de silêncios bem ensaiados, de linhas vocais masculinas e femininas se cruzando, arranjos experimentais e de sonoridades que por vezes lembram o post-rock do Sigur Rós e acabam indo ao ambient-folk com fragilidade e sutileza. Se for preciso, as ouça várias vezes. O brilho pode não ser "enxergado à primeira vista", por talvez você não estar sendo atento o suficiente, ou por talvez não ser o dia certo para isto.

Mas, chegará um momento em que as impressões serão diferentes, e você alcançará aquele trem que perdeu, impedirá um casamento de acontecer, despertará para ver a cena mais linda de um filme, dará o primeiro e último abraço no seu amigo que voará pra tão longe... e nem vai querer sair do banho pra atender o telefone. Vai estar tão imerso em belas melodias, que a campainha do telefone vai parecer distante o suficiente para você não abandonar esse banho de sensações maravilhosas.

The Middle East - The Recordings Of The Middle East (2008)
The Middle East - The Recordings Of The Middle East (2008)
01 - The Darkest Side
02 - Beleriand
03 - Lonely
04 - Blood
05 - Fools Gold
06 - Pig Food
07 - The Fall Of Man
08 - Tsietsi
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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Too Soft - Breakfast Songs (2009)

Too Soft

Um fator que faz com que filmes sejam, normalmente, mais interessantes que a vida real é sua trilha sonora. Você seria capaz de musicar fatos de sua vida? Escolher a canção que deveria ter tocado em seu primeiro beijo? Ou a música que tocaria num dia duro de trabalho? Você já parou pra tentar? Talvez funcione. Ou talvez você deva procurar um conjunto de canções já preparadas para um momento da sua vida ou, mais precisamente, do seu dia. Daí você encontra aqui o "Too Soft", duo francês que preparou as melodias certas para o seu café-da-manhã. Belas canções ensolaradas, leves e saborosas, para começar bem um dia.


Arranjos corretíssimos e linhas vocais alinhadas, tudo isso para tornar as melodias ainda mais doces e revigorantes. São sete canções tão interessantes e alegres, que dispensam até o próprio café-da-manhã. Parecem ser mais essenciais para dias ruins. São como um banho quente em dia frio ou um sol radiante após dias regados a chuvas intensas. Descem como seu suco favorito e te preenchem como um saboroso croissant. E, sem analogias com sua refeição matinal, é um grande e competente trabalho, com letras despojadas e produção despretensiosa. Digno de sorrisos e prazeroso já na primeira audição.

Se você conhece a dupla conterrânea Cocoon, dificilmente não verá semelhança. Aliás, o que não faltam são motivos para comparação. A grande diferença é a temática. O Too Soft acerta tanto quanto o Cocoon acertou também em seu debute há 2 anos atrás, mas cada um desenvolveu um lado diferente das canções, e o lado mais coeso ficou com o "Breakfast Songs".

Então, deixe essa cara feia no travesseiro e comece seus dias de forma diferente: sorrindo. Mesmo que o sol se esconda, deixe acender um dentro de você.

Too Soft - Breakfast Songs (2009)
Too Soft - Breakfast Songs (2009)
01 - Sexy Plastic Girl
02 - Eskimo
03 - Playmobil
04 - Bubble Gum
05 - Welcome
06 - Caribou
07 - Morning Sun
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quinta-feira, 9 de abril de 2009

William Fitzsimmons - The Sparrow & The Crow (2008)

William Fitzsimmons

"Eu ainda te amo, eu ainda te quero, eu ainda preciso de você". Assim o álbum se inicia, e poderia parecer meloso demais, mas é doloroso. William Fitzsimmons compôs este disco durante seu divórcio, e ele retrata no álbum toda essa fase pelo qual passou. E ele já tinha feito algo parecido antes, em seu segundo álbum ele contava a história de seus pais e divórcio dos dois.

Com uma experiência e tanto no assunto, William faz canções lindas de doer e conquista você imediatamente com seu timbre maravilhoso e melodias doces. Você até chega a esquecer como é doloroso, pois a beleza é tanta que te faz sorrir. Ou pode ser diferente, você pode se afundar ainda mais em tristeza, caso já esteja com um pé na fossa. Em qualquer caso, é um baita disco envolvente e um ótimo pretexto para rir mais, ou se afogar em lágrimas.


William Fitzsimmons, nascido na Pensilvânia, lançou no ano passado esse seu terceiro álbum. Doutorado em psicoterapia, chegou a trabalhar com doentes mentais, e foi nesse período que gravou suas primeiras canções. Seus dois primeiros discos foram gravados em casa mesmo e, apesar de seus estudos, talvez ele já soubesse desde pequeno o que seria.

Filho de pais cegos, foi criado num ambiente muito direcionado ao som e à música, pois essa era a maneira de seus pais enxergarem. Criado ao som de James Taylor, Joni Mitchell, Bob Dylan e Simon & Garfunkel, ele chegou a ver seu próprio pai construindo um órgão. Seria praticamente impossível não se interessar por aquilo. Hoje, multi-intrumentista, deve muito à convivência com seus pais, que tocavam por diversão.

Mas o que é realmente enriquecedor é toda sua experiência de vida. Parece que todas as dificuldades pelo qual passou, e todas as boas saídas que encontrou (ou não), só serviriam de chave para grandes músicas que ainda faria. São melodias e letras tão sinceras, que não poderiam ser emuladas por alguém que não tivesse vivido momentos como aqueles.

É muito emocionante ouvir algo como "Se voltasse pra casa, poderíamos recomeçar tudo. Eu juro que seria melhor". Ouvir isso com a certeza de que é algo sincero, é de partir o coração. E sinceridade é algo que exala de suas canções.

William Fitzsimmons - The Sparrow & The Crow (2008)
William Fitzsimmons - The Sparrow & The Crow (2008)
01 - After Afterall
02 - I Don't Feel It Anymore (Song Of The Sparrow)
03 - We Feel Alone
04 - If You Would Come Back Home
05 - Please Forgive Me (Song Of The Crow)
06 - Further From You
07 - Just not Each Other
08 - Even Now
09 - They'll Never Took The Good Years
10 - You Still Hurt Me
11 - Find Me To Forget
12 - Goodmorning
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Japandroids - Post-Nothing (2009)

Japandroids

Se houve um tempo em que ser um duo era algo ousado para o Rock, esse tempo já se foi há tempos. Ainda lembro de pessoas se espantarem com o White Stripes e sua formação "não convencional". Hoje uma dupla de rock se tornou algo tão popular, que o estranho são bandas com mais de 5 pessoas. Muita gente - vão dizer, mas o Broken Social Scene e o Polyphonic Spree bater 15 integrantes é algo normal. O normal agora é ter uma banda entre 5 e 2 integrantes, ou mais de 10. Definitivamente isso ainda não é tão comum pro cenário pop, mas fora dele tem revelado grandes e belas surpresas, como o Japandroids, a banda do post.


Vindos de Vancouver e com um formato guitarra/bateria, o Japandroids (nome ridículo, segundo o Pitchfork e talvez em mesmo) tem sido constantemente comparado ao No Age, e não só por sua formação, mas pela mesma predisposição musical. A grande diferença é que o canadenses olham muito mais em direção às canções pop do que os californianos. E a grande beleza da música de Brian King e David Prowse é realmente essa. Influenciados pelos inovadores The Sonics e pelos barulhentos do Mclusky (e também por sua irmã, segundo eles), conseguiram juntar a beleza do ruído com a energia ritmada e, mesmo com letra não muito profundas e até imaturas, demonstram inteligência. Quando não velozes e agressivos, são profundos e cheios de camadas, chegando a lembrar a sonoridade do My Bloody Valentine. Mas, na maior parte do tempo, a energia é solta e, o vocal divido, traz uma sensação de desespero e urgência.

O álbum Post-Nothing tem apenas 8 faixas, mas é o suficiente. Suficiente para te conquistar e apresentar uma banda e todas suas qualidades. Se mostra uma álbum muito completo e nada cru. O que não faltam são elementos extras (além da guitarra e bateria) e uma produção que realmente acertou a mão. A atmosfera é anos 90, mas o frescor é extremamente novo. E essa sensação de que não pertence a uma certa época é brilhante, você nem se preocupa em saber se um duo seria aceitável no tempo em que as músicas se situam. Nem quer saber se viria antes ou depois do White Stripes. A música te preenche tanto que lhe deixa alheio a qualquer forma ou formato.

Japandroids - Post-Nothing (2009)
Japandroids - Post-Nothing (2009)
01 - The Boys Are Leaving Town
02 - Young Hearts Spark Fire
03 - Wet Hair
04 - Rockers East Vancouver
05 - Heart Sweats
06 - Crazy_Forever
07 - Sovereignty
08 - I Quit Girls
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terça-feira, 7 de abril de 2009

White Belt Yellow Tag - You're Not Invincible EP(2009)

White Belt Yellow Tag

O fardo de ser uma promessa, não deve ser algo leve de se carregar. O White Belt Yellow Tag já nasce com um bom peso pra erguer nas costas: acaba de lançar o EP de banda estreante mais empolgante do ano (até agora). A faixa-título, o single "You're Not Invincible", tem potencial pra ser um grande hit e dificilmente passará em branco. E a dupla lançará o seu primeiro álbum completo ainda esse ano. Será que eles aguentam tudo isso?


Justin Lockey é compositor, produtor (já trabalhou com diversas bandas como Late Of The Pier, Kubichek e Maximo Park) e foi o fundador do Yourcodenameis:milo, que encerrou suas atividades em 2007. Mas, a frente (mesmo sendo o baterista) do WBYT, mostra sua real competência como produtor. Quando encontrou Craig Pilbin (compositor e vocalista), resolveram logo iniciar o projeto e não perderam tempo recrutando uma banda. Gravaram todos os instrumentos, trabalharam em cima da produção e, de repente, lançaram o EP.

Ao vivo, contam com músicos de suporte para a execução, pois realmente seria bem complicado preencher o som da maneira como está nas gravações contando só com dois integrantes, o som dos rapazes é bem completo e preenchido, com uma produção impecável. A atmosfera das canções remete a grandes e intensos momentos, tudo muito agradável. São músicas velozes e cansadas, mas enérgicas como um último suspiro antes de uma vitória.

E WBYT realmente vence essa primeira etapa. Resta esperar para saber se ainda restará fôlego para um álbum completo, e se virá outra sequência de grandes músicas como são essas quatro apresentadas até agora. Quatro apenas, por enquanto, mas com peso e energia que compensarão a espera de um novo trabalho (e nos deixarão ansiosos).

White Belt Yellow Tag - You're Not Invincible EP(2009)
White Belt Yellow Tag - You're Not Invincible EP(2009)
01 - You're Not Invincible
02 - News
03 - Picture All The Same
04 - Song About Growing
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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Dananananaykroyd - Hey Everyone! (2009)

Dananananaykroyd

Ei, todo mundo! Nós somos o DANANANANAYKROYD! Não aquele ator, somos uma banda de Glasgow e queremos que vocês olhem pra gente... Aqui pô! Vou precisar gritar?

O sentimento é bem esse, pois o Dananananaykroyd parece só uma banda formada por cinco garotos e uma garota que estão loucos para chamar sua atenção. E realmente é só isso mas, de maneira alguma, isso é ruim.


Dispostos a fazer qualquer coisa, a banda não desperdiça nada. Nenhum artifício que possa deixá-los em evidência deve ficar de fora, então é performance exagerada, berros, distorções, velocidade, barulho e nome descolado. Tudo para ser o novo hype que vai animar sua festinha, que vai levantar a molecada toda e fazer todo mundo dançar. Tudo para ser a nova salvação do rock. Mas isso parece tão saudável quando feito por eles, que você realmente dá toda sua atenção e dança, pula, grita e sorri. Nada soa blasé e, apesar de toda atenção pedida, parece mesmo que o Dananananaykroyd quer estar junto ao público (onde estavam até pouco tempo).

Eles não passam de garotos que curtem rock, fazendo rock em sua maneira mais crua e bagunçada, até porque bagunça chama bastante atenção e (nunca) ninguém quer arrumar.

Dananananaykroyd - Hey Everyone! (2009)
Dananananaykroyd - Hey Everyone! (2009)
01 - Hey Everyone!
02 - Watch This
03 - The Greater Than Symbol & The Hash
04 - Black Wax
05 - Totally Bone
06 - Pink Sabbath
07 - Infinity Milk
08 - One Chance
09 - Some Dresses
10 - 1993
11 - Hey James
12 - Song One Puzzle
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sábado, 4 de abril de 2009

White Rabbits - It’s Frightening (2009)

White Rabbits

Realmente, é assustador. Como poucas bandas conseguem amadurecer e continuarem divertidas? Como é possível ser tão ousado e desconcertante, e de repente ser tão pop e tão redondo? O White Rabbits tem a fórmula e, como na páscoa que está tão próxima, os coelhos brancos surgem com uma surpresa deliciosa: um novo álbum recheado com canções ótimas.


O novo álbum dos nova-iorquinos só será lançado mesmo em 19 maio, mas a internet é uma ferramenta de fazer pessoas felizes, um mês antes e já podemos conferir um álbum que tanto esperávamos, isso pela maravilha que foi o debute da banda, em 2007.

Nesse novo trabalho dá pra sentir, e bastante, a mão do produtor, que não é ninguém menos que Britt Daniel, líder do incrível Spoon. Então, só se pode esperar coisas boas. Indo em uma direção que não é nem pop, nem anti-pop, a produção busca a qualidade máxima nas canções, nisso não economiza nos arranjos e nem nos alinhamentos vocais. A evolução do White Rabbits é perceptível e nem um pouco decepcionante. É empolgante, assim como os risos que abrem a primeira faixa.

A banda ainda é a mesma, o som é muito similar ao produzido em 2007, só que é resolvido com mais inteligência. Não se perdeu a inocência, pois ela nunca existiu. Não se perdeu a juventude, tudo ainda soa novo e refrescante. São seis peças que constroem uma grande banda, a participação de cada um é muito interessante, tudo parece um grande esquema. Um esquema muito bem elaborado para dar mais sabor ainda à sua páscoa e ao resto do seu ano (e talvez mais).

White Rabbits - It’s Frightening (2009)
White Rabbits - It’s Frightening (2009)
01 - Percussion Gun
02 - Rudie Fails
03 - They Done Wrong / We Done Wrong
04 - Lionesse
05 - Company I Keep
06 - The Salesman (Tramp Life)
07 - Midnight And I
08 - Right Where They Left
09 - The Lady Vanishes
10 - Leave It At The Door
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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Manchester Orchestra - Mean Everything To Nothing (2009)

Manchester Orchestra

É tão bonito ver uma banda quebrar as próprias barreiras que o separam entre o underground e o mainstream. Recentemente, o The Shins lançou o "Wincing the Night Away", que inseriu a banda num novo contexto pop. O Snow Patrol, com "Final Straw" e "Eyes Open", chegou disposto para lutar pelo posto de banda mais badalada das paradas de sucesso (e conseguiu por um bom tempo). É a vez do Manchester Orchestra tentar e, se conseguirem ou não, já fizeram um bom e admirável trabalho. "Mean Everything To Nothing" é a mistura de tudo que a banda já era, com tudo que precisa ser para ser o hit do momento.


A banda é muito elogiada pela capacidade de compreender e transpor sentimentos através de suas letras, e não é por menos. Com temas tão interessantes e dentro do cotidiano, Andy Hull (vocalista/guitarrista/compositor) cria momentos grandiosos e emocionantes, auxiliado por sua forma de cantar (e gritar). Realmente, esses são os pontos mais altos do álbum (e da banda), mas todo o arranjo e toda harmonia fazem bem seu trabalho, as músicas são grandes e maduras.

Contando com a produção de Joe Chiccarelli (que já trabalhou com Beck, U2, My Morning Jacket, Raconteurs, Shins, Elton John e outros cachorros-grandes), os rapazes do Manchester Orchestra parecem prontos para estourar um hit ou outro nesse ano, seja usando um canal como um seriado ou filme, ou indo direto para as FM's. A banda parece preparada para suportar uma grande visibilidade, pronta para encarar o mainstream e todos benefícios e malefícios que ele traz. Pronta para quebrar mais barreiras, se necessário for.

Manchester Orchestra - Mean Everything To Nothing (2009)
Manchester Orchestra - Mean Everything To Nothing (2009)
01 - The Only One
02 - Shake It Out
03 - I've Got Friends
04 - Pride
05 - In My Teeth
06 - 100 Dollars
07 - I Can Feel A Hot One
08 - My Friend Marcus
09 - Tony The Tiger
10 - Everything To Nothing
11 - The River
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terça-feira, 31 de março de 2009

Kasabian - Vlad the Impaler (2009)

Kasabian

E o Kasabian parece ter retomado sua veia dançante, que era a característica mais forte da banda em sua estreia. O single novo, disponibilizado no site dos caras para download até o dia 3, está realmente BEM a cara da banda: som pesado, agressivo e arrogante. O bom e velho Kasabian, que muita gente sentia falta. E o clipe também está bem legal, dá uma olhada:


Para baixar, vá até o site da banda ou por aqui mesmo.
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The Horrors - Primary Colours (2009)

The Horrors

Quem está preparado para um amadurecimento tão repentino?
De repente, você acorda e não quer mais ouvir as mesmas músicas, assiste a filmes que mostram que sua vida está prestes a mudar. Mas você, ainda não mudou. Não totalmente. Você só ficou mais sério, pensa em coisas maiores, quer chegar mais longe. E aí, chega até sua banda e diz: - Tenho uma ideia!

O The Horrors ainda é a mesma banda. Mas está realmente diferente. Não está pior ou melhor, é a mesma banda de outra maneira. Como se fosse um novo capítulo para aquele clima "filme de terror" que todo mundo inseria a banda. E, como já disse por aqui, esse filme de terror ainda existe. Mas o trash, se transformou em cult. E o filme, sob algumas perspectivas, será apenas pretencioso e chato. Sob outros olhares, será o amadurecimento necessário e de uma riqueza grandiosa.

Eu fico com a segunda opção.



Claramente influenciado por uma onda gótica, usando o shoegaze e o krautrock como base, os ingleses apresentam novas influências, além daquelas que todos já conheciam. Agora, eles chegam até a lembrar Spiritualized, The Cure e My Bloody Valentine, em alguns pontos e, souberam muito bem, administrar essa nova mudança. Músicas mais longas, desespero contido em forma de angústia e arranjos corretíssimos, tudo com a supervisão e produção de Geoff Barrow, do Portishead.

Ao decorrer do álbum, você percebe que ainda pode enxergar muito daquele velho Horrors que conquistou (ou assustou) muita gente. Mas é muito bacana ver como a banda cresceu e se interessou em se modificar. Não correram atrás do hype, não lançaram algo com a segurança de acertar. Abriram mão do certo, para buscar algo maior. Buscaram respeito através do que sabiam que eram capazes. E tudo isso é sobre amadurecimento.

The Horrors - Primary Colours (2009)
The Horrors - Primary Colours (2009)
01 - Mirror's Image
02 - Three Decades
03 - Who Can Say
04 - Do You Remember
05 - New Ice Age
06 - Scarlet Fields
07 - I Only Think Of You
08 - I Can't Control Myself
09 - Primary Colours
10 - Sea Within A Sea
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