segunda-feira, 20 de abril de 2009

Maxïmo Park - Quicken the Heart (2009)

Maxïmo Park

O vocalista Paul Smith falou sobre "pop-art", quando descrevia o novo álbum do Maxïmo Park para a BBC 1. E isso quer dizer que eles estão mais sérios e menos dançantes. Mas isso não quer dizer que estão piores. O timbre e o sotaque de Paul Smith continuam sendo os mais interessantes da cena, o baixo ainda continua com aquela adorável presença, os sintetizadores não ficaram de fora, as guitarras e baterias continuam descontroladas e, toda aquela aura misteriosa e sombria, ainda está presente... mais presente, aliás. Aqueles hits dançantes sumiram, e só sobraram as músicas mais obscuras, porém não menos interessantes. Com isso, fica claro que não será um álbum que grudará fácil no seu player, será um álbum para se ouvir com mais atenção, pois ele exige isso. Mas, acima de tudo, fica claro que não é o melhor trabalho do quinteto, apesar de deixar dúvidas se não é o mais condizente com a postura da banda.


Se você, assim como eu, gostava muito dos "não-singles" dos álbuns anteriores do Maxïmo Park, pode ter certeza que não irá se decepcionar com este novo trabalho, pois todo esse disco é composto por músicas com o mesmo potencial daqueles. Não tem mais aquela voracidade que os singles carregavam, nem aquela velocidade e nem aquele potencial pop, mas são músicas inteligentes e enérgicas, com melodias mais bonitas e elaboradas (até onde o pós-punk suporta).

Algumas músicas até chegam a cair no clichê, mas o estilo do Maxïmo Park faz elas parecem tão originais, que é de espantar. Mas disso já sabemos bem. Num período onde toda banda era o "novo-Strokes", os rapazes de Newcastle fizeram parte do seleto grupo que não permitia essa comparação.

O primeiro single "The Kids Are Sick Again" já chegou pra apresentar o Maxïmo Park que nem todos conheciam (todos que não fazem parte do grupo que citei no segundo parágrafo), uma banda mais contida e não tão visceral, que parece medir mais seus passos. Talvez isso pareça exatamente novo. Agora, pra quem já conhecia a banda mais a fundo, pode reconhecer uma certa repetição, que ainda não cansa, por algumas músicas terem recebido uma força mais épica, mas que beira a indiferença. Por isso, tenha calma. Aliás, comece por "Calm", a canção mais completa e competente do disco, e tente entender sobre o que Paul Smith falava ao citar pop-art. E fica ao seu critério dizer se o Maxïmo Park não foi calmo demais.

Maxïmo Park - Quicken the Heart (2009)
Maxïmo Park - Quicken the Heart (2009)
01 - Wraithlike
02 - The Penultimate Clinch
03 - The Kids Are Sick Again
04 - A Cloud of Mystery
05 - Calm
06 - In Another World (You Would’ve Found Yourself By Now)
07 - Let’s Get Clinical
08 - Roller Disco Dreams
09 - Tanned
10 - Questing, Not Coasting
11 - Overland, West of Suez
12 - I Haven’t Seen Her in Ages
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7 comentários:

Anônimo disse...

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Katacultura disse...

Olá,
Essa sempre uma das bandas que mais me chamou atenção na "nova" cena inglesa. Vou ouvir agora ocm mais atenção depois do seu texto legal.
abraço

Iberê Borges disse...

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Débora disse...

Gentem!!! o.O

Tudo qto é link pro novo do MP estão off...

=((

Iberê Borges disse...

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Débora disse...

Fofo!

Obrigadinha!!! =D

Beijoooo

Anônimo disse...

oooo